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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Participação no 1º Seminário Municipal sobre Pessoas em Situação de Rua: (Im) Possibilidades de Cidadania?

Sexta, dia 28 de outubro, ocorreu em Novo Hamburgo o 1º Seminário Municipal sobre Pessoas em Situação de Rua: (Im) Possibilidades de Cidadania? Estive presente, enquanto educador social do CREAS SL, acompanhado de usuários do CREPAR (Centro de referência especializado em população adulta de rua). Antes de iniciar a abertura oficial houve apresentação do esquete “Fome dos Anjos” do Teatro Luz e Cena, onde apresentaram a difícil situação dos moradores de rua e suas necessidades. Após a encenação, o Prefeito Tarcísio Zimmermann abriu o evento. A Secretária de Desenvolvimento Social, Jurema Guterres, falou ao público sobre a importância do projeto para o município e apresentou os diversos trabalhos que estão sendo desenvolvidos pela sua secretaria desde 2009, através do Sistema de Atendimento Social de Rua (SAS – RUA) e do CREAS POP. Em seguida o coordenador do Movimento Nacional dos Moradores de rua, Anderson Lopes, teve um discurso bastante embasado e empolgado, apresentando, também, o filme Nós na Rua, que mostra vários depoimentos de pessoas envolvidas com esse assunto. O seminário que seguiu o dia todo, contou com palestras envolvendo o tema em diferentes visões. Dentre os convidados para debater, estavam presentes também a Diretora de Direitos Humanos da Secretaria da Justiça e Direitos Humanos do Estado, Tâmara Biolo Soares, a Secretária de Promoção dos Direitos Humanos do Governo Federal, Nadine Monteiro Borges.

Durante o almoço fomos muito bem recepcionados pelo coordenador do CREAS POP de Novo Hamburgo, Orlando de Oliveira Pinheiro, que conseguiu disponibilizar almoço para nossa comitiva no Albergue Municipal Bom Pastor. Enquanto degustávamos deliciosos cachorros quentes, fizemos uma "roda de conversa informal" com Anderson Lopes, Binô Zwetsch, usuários do serviço de Novo Hamburgo e participantes de Porto Alegre.

Na tarde, Simone de Azevedo Moura, coordenadora do SAS Rua e Orlando, apresentaram uma pesquisa sobre o serviço de acolhimento social de rua. Na sequência, Barbara Zwetsch (UFRGS) Apresentou um painel com o título: "Entre vidas: travessias possíveis e as práticas com a população em situação de rua." O seminário encerrou-se com chave de ouro, com o educador do ação rua: Binô Zwetsch, em um painel amplo e democrático falando sobre a situação de rua e a experiência que teve enquanto educador do CREAS São Leopoldo.


Rodrigo Carvalho

Educador Social CREAS SL

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Indicações de Livros sobre Situação de Rua

A equipe do SEAS tem algumas indicações de livros que podem ajudar a compreender a situação de rua no Brasil e no mundo.


Desafortunados: Um Estudo sobre o Povo da Rua
"Desafortunados" é material de referência para todos os leitores interessados em compreender a situação crítica da vida nas ruas. Traz uma rica etnografia da subcultura das ruas do Texas, destacando sobremaneira as rotinas diárias e suas variações, as estratégias e lutas pela sobrevivência material, social e psicológica. Baseado em pesquisas de campo, entrevistas de história de vida com moradores de rua, leva-nos a repensar as causas e os efeitos do morar na rua. Oferece também uma metodologia detalhada para observação e descrição do fenômeno.
Autor Leon Anderson
Editora Vozes
ISBN 8532620760
Páginas 528
Edição 1
Ano 1998
Idioma Português

NO MEIO DA RUA
"No meio da rua" olha os que moram no meio da rua e, com isto, é um murro na globalização. Os autores fazem uma revolução no pensamento acadêmico brasileiro ao saírem da tradição, sobretudo entre economistas, de se analisar o Brasil como se fosse um país caminhando em direção à riqueza, e vêem o mundo rumando para uma ruptura social entre incluídos e excluídos. Afastar o temor irracional e acabar com os ovos da serpente sempre foi tarefa do conhecimento - uma tarefa necessária, ainda que insuficiente. A leitura de 'No meio da rua' cumpre esse papel - ajuda a afastar os medos espectrais engendrados pela globalização e pelo neoliberalismo.

ORGANIZADOR: Marcel Bursztyn
ISBN: 9788586435386
IDIOMA: Português
ENCADERNAÇÃO: Brochura
PÁGINAS: 264
ANO DE EDIÇÃO: 2000
EDIÇÃO: 1ª


POPULAÇÃO DE RUA: Quem é, Como Vive, Como é vista
O livro trata o retrato de uma sociedade que não garante trabalho nem teto. Suas marcas mais reais são a desproteção, o abandono e o sofrimento. Para uns há ainda coragem, esperanças e sonho de emprego, de casa, de poder viver. Mas nem todos sequer isso conseguem, e no limite ocupam a rua. É uma realidade assustadoramente cruel, uma face que a sociedade tenta esconder.

Editora: Hucitec
Autor: MARIA A.C. VIEIRA & ENEIDA MARIA RAMOS BEZERRA & CLEISA M.M. ROSA
ISBN: 8527102117
Origem: Nacional
Ano: 2004
Edição: 3
Número de páginas: 181

Rua sem Saída: Um estudo sobre a relação entre o Estado e a População de Rua de Brasília
Neste livro, Camila Potyara Pereira, trata com densidade e clareza o tema da pobreza, sua imprecisão conceitual e os reflexos que decorrem de sua utilização, ressaltando a situação da pobreza extrema em Brasília, de modo a contrariar as impressões imediatas que se tem da e na capital federal.
Editora: ÍCONE
Autor: Camila Potyara
ISBN: 978-85-61341-28-2
Origem: Nacional
Ano: 2009
Edição: 1ª
Número de Páginas: 144



VIDAS DE RUA

A autora indica que as difícieis conjunturas econômicas das décadas de 1970 e 1980 deixaram parcelas significativas de trabalhadores à mercê do desemprego e da precariedade cada vez maior das condições de trabalho, com efeitos perversos em suas vidas, tais como, situações de extrema dificuldade material, rompimento de vínculos afetivos, ameaça cotidiana da violência policial e das ruas, agravada pela presença cada vez mais avassaladora do crack, ausência de direitos e abandono institucional.

Autor: Cleisa Moreno Maffei Rosa
Editora: HUCITEC
Área: SOCIOLOGIA
ISBN: 852710668X
Páginas: 290

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Workshop: Entre o céu aberto e o cimento cru




Colegas




Neste ano estaremos repetindo a parceria de 2010, entre SACIS/CREAS SL e Instituto de Desenvolvimento Humano IDH/POA, para a realização de oficinas temáticas sobre Situação de Rua.




Os encontros são sempre aberto a tod@s que quiserem participar. Entretanto, sua participação pode acontecer conforme o tema de seu interesse:




07/10/2011 - Situação de Rua e a Rede Socioassistencial


14/10/2011 - Situação de Rua e Educação


04/11/2011 - Situação de Rua e Segurança


18/11/2011 - Situação de Rua e Comércio


16/12/2011 - Situação de Rua e Saúde



Aguardaremos vocês!




Abraços Nossos


Equipe CREAS SL


SEAS -Serviço Especializado de Abordagem Social




segunda-feira, 28 de março de 2011

SERVIÇO ESPECIALIZADO EM ABORDAGEM SOCIAL (SEAS)

DESCRIÇÃO

Serviço ofertado, de forma continuada e programada, com a finalidade de assegurar traba- lho social de abordagem e busca ativa que identifique, nos territórios, a incidência de trabalho infantil, exploração sexual de crianças e adolescentes, situação de rua, dentre outras. Deverão ser consideradas praças, entroncamento de estradas, fronteiras, espaços públicos onde se realizam atividades laborais, lo- cais de intensa circulação de pessoas e existência de comércio, terminais de ônibus, trens, metrô e outros. O Serviço deve buscar a resolução de necessidades imediatas e promover a inserção na rede de serviços socioassistenciais e das demais políticas públicas na perspectiva da garantia dos direitos.


USUÁRIOS

Crianças, adolescentes, jovens, adultos, idosos e famílias que utilizam espaços públicos como forma de moradia e/ou sobrevivência.


OBJETIVOS

- Construir o processo de saída das ruas e possibilitar condições de acesso à rede de serviços e a benefícios assistenciais;

- Identificar famílias e indivíduos com direitos violados, a natureza das violações, as condições em que vivem, estratégias de sobrevivência, procedências, aspirações, desejos e relações estabeleci- das com as instituições;

- Promover ações de sensibilização para divulgação do trabalho realizado, direitos e necessidades de inclusão social e estabelecimento de parcerias;

- Promover ações para a reinserção familiar e comunitária.


TRABALHO SOCIAL ESSENCIAL AO SERVIÇO

Proteção social proativa; conhecimento do território; informação, comunicação e defesa de direitos; escuta; orientação e encaminhamentos sobre/para a rede de serviços locais com resolutividade; articulação da rede de serviços socioassistenciais; articulação com os serviços de políticas públicas setoriais; articulação interinstitucional com os demais órgãos do Sistema de Garantia de Direitos; geoprocessamento e georeferenciamento de informações; elaboração de relatórios.


AQUISIÇÕES DOS USUÁRIOS

SEGURANÇA DE ACOLHIDA:

- Ser acolhido nos serviços em condições de dignidade;

- Ter reparados ou minimizados os danos por vivências de violência e abusos;

- Ter sua identidade, integridade e história de vida preservadas.

SEGURANÇA DE CONVÍVIO OU VIVÊNCIA FAMILIAR, COMUNITÁRIA E SOCIAL:

- Ter assegurado o convívio familiar, comunitário e/ou social;

- Ter acesso a serviços socioassistenciais e das demais políticas públicas setoriais, conforme necessidades.


IMPACTO SOCIAL ESPERADO

CONTRIBUIR PARA:

- Redução das violações dos direitos socioassistenciais, seus agravamentos ou reincidência;

- Proteção social a famílias e indivíduos;

- Identificação de situações de violação de direitos;

- Redução do número de pessoas em situação de rua.


Fonte: RESOLUÇÃO Nº 109, DE 11 DE NOVEMBRO DE 2009. Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais.



quarta-feira, 25 de agosto de 2010

População de Rua em Brasília

O CREAS SL, através do SEAS - Serviço Especializado de Abordagem Social, apóia o Movimento Nacional da População de Rua. Nesta semana, o Educador Social Binô Zwetsch está em Brasília participando de manifestações deste Movimento, junto com Jardel, Dirce e Luis Carlos, representantes do movimento da população de rua de São Leopoldo.
Reproduzimos abaixo algumas notícias recentes...

"Mais de 200 representantes do Movimento dos Moradores de Rua foram nesta terça-feira (24) ao Palácio do Planalto, em Brasília, para reivindicar direitos nas áreas de moradia, trabalho e assistência social. Eles foram recebidos pela ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Márcia Lopes, pelo ministro da Secretaria de Direitos Humanos, Paulo Vanucchi, e pelo chefe de gabinete do Presidente da República, Gilberto Carvalho.

O governo pretende avaliar a possibilidade de oferecer treinamento e trabalho aos moradores de rua no período da Copa do Mundo, para que eles possam, por exemplo, orientar os turistas que vierem ao Brasil. A ministra Márcia Lopes admite a situação difícil da população de rua, mas disse que o governo está mobilizado para melhorar a qualidade de vida deles. “Nós temos ainda muito preconceito, muitas posturas conservadoras que não sabem facilitar as políticas públicas para as pessoas, mas estamos mudando essa situação.”

Pesquisa feita pelo Ministério em 71 municípios com mais de 300 mil habitantes revelou a existência de 48 mil pessoas em situação de rua. “De posse dos números pudemos conversar e cobrar ações das prefeituras e governos estaduais”, disse Márcia Lopes. A ministra também destacou que a orientação do governo federal é para que toda a população de rua seja inserida no Cadastro Único dos Programas Sociais e possa receber os benefícios da assistência social.

Segundo a ministra, desde 2006, o Ministério tem repassado recursos para serviços de acolhimento de famílias em situação de risco. Na última expansão de serviços, foram definidas verbas para a implantação de 99 Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas), preparados para atender os moradores de rua, inclusive com apoio psicológico. “É um espaço específico para o morador de rua reclamar, ser ouvido e buscar outras necessidades, seja de documentação ou orientação profissional.” Os moradores de rua foram os primeiros a conhecer o Palácio do Planalto depois da reforma. O prédio foi reaberto nesta terça-feira."

Fonte: http://www.mds.gov.br/saladeimprensa/noticias/2010/agosto/governo-expande-centros-de-referencia-para-atender-populacao-em-situacao-de-rua

Rede Brasil Atual: http://www.redebrasilatual.com.br/temas/cidadania/palacio-do-planalto-abre-com-movimento-de-moradores-de-rua

Portal Fala Rua: http://www.falarua.org/index.php?display=journal&id=90

MNPR apresentam propostas para candidatos ao governo de São Paulo: http://www.centrovivo.org/node/835

IG - Moradores de rua reinauguram Palácio do Planalto: http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/moradores+de+rua+reinauguram+palacio+do+planalto/n1237759538775.html

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

1° ANIVERSÁRIO SEAS/CREAS

O SEAS – Serviço Especializado de Abordagem Social está de aniversário este mês. Desde sua estruturação, há um ano, a equipe e o público atendido tiveram importantes e marcantes momentos:

- Atividades socioesportivas com o PELC – Programa de Esporte e Lazer na Cidade, na praça;
- Inclusão de pessoas em situação de rua em cursos profissionalizantes (SENAI/PRONASCI);

- Pesquisa quanti-qualitativa “Contorno de Invisíveis- Perfil e Mapeamento da População em Situação de Rua - São Leopoldo", com o lançamento da publicação para o dia 17 de Setembro de 2010, no II Seminário do CREAS-SL “Vínculos como Possibilidade de Intervenção”;
- Fórum Região Sul da População de Rua, Porto Alegre/RS, onde participaram duas pessoas que estavam em situação de rua, João e Wilson, atendidas pelo CREPAR e um Educador Social do SEAS. Apoiamos a presença da pessoa em situaçaõ de rua Luis Carlos no Seminário Região Sul da População de Rua, Curitiba/PR.
- Marcha Nacional do Movimento da População de Rua, que 24 de Agosto em Brasília. O SEAS está representado pelo Educador Social Binô Zwetch e a população adulta de rua está representada por Luís Carlos, Jardel e Dirce. Mais fotos no link: http://www.flickr.com/photos/mnpr/sets/72157624687552831/show/
- Seminário da População de Rua, que acontecerá nos dias 25 e 26 de Agosto, em Brasília, que também tem Binô como representante. http://www.falarua.org/

- Articulação e parcerias com os demais serviços da rede socioassistencial e outras políticas públicas.

Dia de Luta Anti-manicomial: na foto José, pessoa em situação de rua e usuário do Ambulatório AD, mostra seu talento de música para platéia atenta na Praça da Biblioteca.

O SEAS/CREAS , atendeu ao longo deste ano, mais de 100 pessoas em situação de rua. Dentre suas atividades o SEAS/CREAS faz busca ativa semanalmente, todas Sextas-feiras, atende demanda espontânea diariamente e acompanha e encaminha a pessoa em situação de rua e sua família . A equipe conta com 1 Assistente Social, 3 Educadores(as) Sociais, que trabalham diretamente neste serviço e com os demais profissionais do CREAS.
O SEAS/CREAS também é apoiador do Movimento da População de Rua de São Leopoldo.

terça-feira, 23 de março de 2010

“Hoje é dia de alegria”


Com sol, céu azul e areia seca, primeira atividade abriu a programação esportiva e de lazer para população em situação de rua e comunidade leopoldense. Cerca de 30 pessoas participaram de futebol e de promoção da cidadania realizada na Praça Gen. Daltro F°, conhecida como Praça dos Brinquedos, na sexta-feira (19/03/10), realizada através de parceria entre Programa de Esporte Lazer e Cultura (PELC) e o Serviço Especializado de Abordagem Social (SEAS).

“Hoje é dia de alegria”, disse Jeferson Felipe dos Santos, antes do jogo começar. Sob orientação do oficineiro Fernando (PELC), participaram usuários e equipe do CREPAR (Centro de Referência Especializado da População Adulta de/na Rua), equipe de abordagem do SEAS, moradores de rua e adolescentes da comunidade. Jogamos futebol distribuídos em dois times de oito integrantes, durante duas horas suadas, no campo de areia da praça. Também tivemos o apoio de Jorge Garcia, da Secretaria Municipal de Esportes, que disponibilizou coletes coloridos para os times.

Da arquibancada, a torcida participou ativamente: animou o jogo aos gritos, deu risadas com os jogadores “bola murcha”, tirou fotos e serviu refrigerantes comprados com “vaquinha” dos jogadores.

Agradecemos muito a participação de todos e todas sem a qual o jogo não seria um sucesso!

Informe: Binô Zwetsch, Educador Social